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Surgimento da Indução de Chuvas

A indução de chuvas surge como resposta a um dos períodos mais críticos da história climática moderna. Entre 1932 e 1939, os Estados Unidos enfrentaram uma seca severa conhecida como Dust Bowl — um colapso ambiental que devastou lavouras, expulsou milhões de agricultores de suas terras e marcou uma geração inteira pela escassez de água e alimento.

Foi nesse contexto que a ciência passou a olhar para a atmosfera não como algo intocável, mas como um sistema natural passível de compreensão e condução responsável.

Em meados do século XX, o químico autodidata Vincent Joseph Schaefer, ao lado do cientista Bernard Vonnegut, conduziu experimentos que mudariam para sempre a meteorologia aplicada. Em laboratório, Schaefer demonstrou que a introdução de determinados agentes em ambientes saturados de umidade poderia estimular a formação de cristais de gelo — o primeiro passo para a precipitação.

O que começou em câmaras de vidro evoluiu para testes reais na atmosfera. Nascia ali a técnica de indução de chuvas, baseada não na criação artificial de nuvens, mas no melhor aproveitamento da umidade já presente no ambiente.

A essência desse surgimento permanece atual:​

compreender o comportamento atmosférico para agir com precisão, respeito e responsabilidade.

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