
Aplicações
Históricas
Ao longo da história, toda tecnologia poderosa carrega consigo a necessidade de limites claros. A indução de chuvas não foi exceção.
Durante a Guerra do Vietnã, os Estados Unidos conduziram secretamente a Operação Popeye, um programa de modificação climática que buscava prolongar as monções para dificultar a logística inimiga ao longo da Trilha Ho Chi Minh. A técnica foi utilizada como ferramenta militar, levantando questionamentos éticos globais.
Entre 1971 e 1972, denúncias vieram a público. Investigações do Senado norte-americano revelaram o uso estratégico da indução de chuvas, ainda que os impactos declarados tenham sido modestos. O efeito, porém, foi profundo: o mundo percebeu que a modificação ambiental precisava de regulação internacional.
Em resposta, surgiram acordos históricos:
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A Conferência de Estocolmo (1972), que estabeleceu o princípio de que nenhuma nação deve causar danos ambientais a outra.
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A Convenção ENMOD (1976), promovida pela ONU, proibindo o uso de técnicas de modificação ambiental para fins militares ou hostis.
Esses tratados não vetaram a técnica — apenas reafirmaram seu uso exclusivo para fins pacíficos.
A partir desse marco, a indução de chuvas consolidou-se como ferramenta científica voltada à segurança hídrica, agricultura e proteção ambiental, nunca como instrumento de conflito.


